Ucrânia inaugura a guerra algorítmica com o sistema Pasika

10/11/2025 | Por: xataka.com

Ucrânia inaugura a guerra algorítmica com o sistema Pasika

A Ucrânia está à frente de uma revolução tecnológica no campo de batalha. O sistema Pasika, desenvolvido pela startup Sine Engineering, marca um novo capítulo na guerra moderna: a automação inteligente de enxames de drones FPV.
Em vez de depender de missões manuais e operadores individuais, a Ucrânia agora utiliza plataformas integradas que permitem a um único soldado planejar, lançar e supervisionar vários drones ao mesmo tempo — tudo por meio de uma interface unificada e resistente à guerra eletrônica.

Essa inovação muda completamente a lógica do combate. A supremacia aérea, antes medida por caças e mísseis, passa a depender de interações entre humanos, máquinas e algoritmos. A guerra se torna algorítmica, onde cada operador controla múltiplas unidades aéreas com autonomia semiautomatizada — uma solução vital em um front que sofre com escassez de especialistas e altos custos logísticos.


Tecnologia de coordenação e defesa inteligente

O coração do sistema é o Sine.Link, uma arquitetura de transmissão criptografada que mantém o controle mesmo sob interferência de GPS.
Com ele, o operador pode pré-definir zonas de missão, rotas e pontos de ataque, alternando a visualização entre drones sem perder a conexão. A inteligência artificial do sistema reduz a carga cognitiva e permite foco estratégico na seleção de alvos e no planejamento tático.

O Pasika não apenas amplia o poder de ataque, mas habilita funções inéditas:

  • Entrega automatizada de suprimentos em áreas de risco;

  • Reconhecimento silencioso em modo “rádio-off”;

  • Implantação autônoma de minas anticarro com precisão.

Tudo isso com uma eficiência operacional de até cinco vezes mais por operador, mostrando como a integração homem-máquina redefine o conceito de força no século XXI.


Enxames contra enxames: a nova defesa aérea

Enquanto o Pasika fortalece a ofensiva, a Ucrânia também escala a produção de drones interceptores — entre 600 e 800 unidades por dia.
Esses quadricópteros de baixo custo, avaliados entre 3 e 6 mil dólares, interceptam drones inimigos em pleno voo, oferecendo uma defesa aérea acessível contra enxames russos de Shaheds e mísseis guiados.

Os resultados já são visíveis: em apenas uma noite, nove de noventa drones russos foram abatidos, e o governo ucraniano afirma ter registrado 150 abates em um único ciclo de ataques.
Essa defesa distribuída, modular e escalável inaugura um novo modelo de guerra, baseado em autonomia, conectividade e aprendizado contínuo.


A nova fronteira da guerra tecnológica

A guerra na Ucrânia deixa claro que o futuro do combate não pertence apenas à artilharia pesada, mas à inteligência artificial, interoperabilidade e automação em larga escala.
Com sistemas como o Pasika, a pergunta central da guerra moderna muda:

“Não é mais quantas armas cada lado possui, mas quantas plataformas cada operador consegue gerir — e quão resiliente é sua rede digital sob interferência.”

Se essa tendência se consolidar, a Ucrânia poderá manter operações de alta intensidade com menos recursos humanos, redefinindo a própria natureza do poder militar na era digital.


O Criador do Futuro: acompanhe as inovações que moldam o amanhã

A revolução tecnológica não está apenas nos campos de batalha — ela já molda o futuro da indústria, da ciência e da sociedade.
Continue acompanhando as transformações que unem tecnologia, estratégia e inteligência artificial no portal