Profissionais de IA em alta: Big Techs disputam talentos em mercado com escassez de especialistas

29/10/2025

Profissionais de IA em alta: Big Techs disputam talentos em mercado com escassez de especialistas

A disputa por profissionais de inteligência artificial (IA) está cada vez mais intensa. Empresas como Meta, Google e xAI travam uma corrida bilionária para atrair especialistas que dominem as novas tecnologias. A velocidade com que a IA evolui tem superado a capacidade de formação de profissionais, criando uma escassez global de talentos.

Mark Zuckerberg, da Meta, tem buscado pessoalmente engenheiros e cientistas de ponta, oferecendo bônus que chegam a US$ 100 milhões e participação em projetos estratégicos. O Google DeepMind, para reter seus pesquisadores, oferece salários que ultrapassam US$ 20 milhões por ano. Já Elon Musk tenta fortalecer sua empresa xAI recrutando especialistas promissores.


Escassez de talentos e crescimento acelerado

Segundo dados da Bain & Company, a demanda por profissionais de IA cresce cerca de 21% ao ano desde 2019, ritmo muito maior do que a oferta. Para Angélica Madalosso, CEO da consultoria ILoveMyJob, “a formação não acompanha a velocidade com que a tecnologia avança”.

O especialista Joaquim Santini explica que o profissional de IA não é apenas um programador. O perfil ideal combina habilidades técnicas e estratégicas, envolvendo engenheiros, administradores e analistas de dados. “É um campo novo, e ainda há poucos profissionais com experiência prática”, afirma.

Além das áreas de desenvolvimento, setores como recursos humanos, marketing e segurança da informação também exigem profissionais com domínio de IA para otimizar processos e decisões.


Como se preparar para o mercado de IA

Para não ficar para trás, especialistas recomendam adotar a mentalidade “AI First”, ou seja, usar a inteligência artificial como parte do trabalho diário. Ferramentas como ChatGPT e Gemini ajudam a aumentar a produtividade e reduzir tarefas repetitivas.

Angélica Madalosso orienta começar com o básico: “Use IA para escrever e-mails, organizar ideias e estudar. A prática constante é o que diferencia o profissional”. Santini reforça que o aprendizado em IA depende da aplicação real. “Fazer cursos sem praticar não gera resultado. É preciso experimentar no dia a dia.”


O desafio das empresas

As empresas também precisam acelerar. Madalosso observa que muitas ainda não investem o suficiente na capacitação interna. “Não basta contratar. É necessário treinar e dar tempo para que os funcionários aprendam”, destaca.

Ela recomenda que as organizações tornem suas iniciativas visíveis, compartilhando experiências e resultados nas redes profissionais. Santini acrescenta que novas funções devem surgir, como o chefe de agentes de IA, responsável por coordenar sistemas autônomos dentro das companhias.


O futuro pertence a quem entende IA

O domínio da inteligência artificial já é uma vantagem competitiva no mercado de trabalho. A transformação é rápida, e quem aprender primeiro terá mais oportunidades. Profissionais e empresas que adotarem a mentalidade AI First sairão na frente na nova era da tecnologia.


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